Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Medusa, Mãe d'água, água viva ou alforreca

Medusa, Mãe d'água, água viva ou alforreca

 

Quem não conhece a alforreca também conhecida por Medusa ou mãe de água?

Os seus mitos e perigos...

Cuidado com o abraço molhado da medusa pois produz uma ardência na pele que Deus me livre!!!!!

Esta não chegou a fazer mal algum...

 

 


publicado por mokala às 01:13
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4 comentários:
De JJ a 25 de Junho de 2009 às 01:53
Mãe d'água - lenda indígena brasisleira, das tribos do Aamazonas e afluentes, no Tupy-Guarany é a "Yrara" ou Uyara.
Trata-se de formosa mulher que aflora das águas desses rios ao entardecer. É perversa e atrai os guerreiros para um mergulho, quando então enrosca-se a esses assumindo então a forma de grande e poderosa serpente e matando-os nas profundezas dos rios.
É quase o equivalente às sereias da Odisséia.


De JJ a 25 de Junho de 2009 às 02:24


IARA
DESCONHEÇO O AUTOR
MITOS DO BRASIL
MITOLOGIA E FOLCLORE

Os cronistas dos séculos XVI e XVII registraram essa história. No princípio, o personagem era masculino e chamava-se Ipupiara, homem peixe que devorava pescadores e os levava para o fundo do rio.

No século XVIII, Ipupiara vira a sedutora sereia Uiara ou Iara. Todo pescador brasileiro, de água doce ou salgada, conta histórias de moços que cederam aos encantos da bela Uiara e terminaram afogados de paixão. Ela deixa sua casa no fundo das águas no fim da tarde. Surge magnífica à flor das àguas: metade mulher, metade peixe, cabelos longos enfeitados de flores vermelhas. Por vezes, ela assume a forma humana e sai em busca de vítimas.

Quando a Mãe das águas canta, hipnotiza os pescadores. Um deles foi o índio Tapuia. Certa vez, pescando, Ele viu a deusa, linda, surgir das águas. Resistiu. Não saiu da canoa, remou rápido até a margem e foi se esconder na aldeia. Mas enfeitiçado pelos olhos e ouvidos não conseguia esquecer a voz de Uiara. Numa tarde, quase morto de saudade, fugiu da aldeia e remou na sua canoa rio abaixo.

Uiara já o esperava cantando a música das núpcias. Tapuia se jogou no rio e sumiu num mergulho, carregado pelas mãos da noiva. Uns dizem que naquela noite houve festa no chão das águas e que foram felizes para sempre. Outros dizem que na semana seguinte a insaciável Uiara voltou para levar outra vítima.



Tempos mais tarde o ipupiara tornou-se a "uiara". Depois uiara virou "iara" que "significa senhora das águas", também conhecida como mãe-d'água. Depois de várias transformações a lenda conta que a mãe-d'água é uma bela mulher de longos cabelos loiros e olhos verdes, que vive em um palácio no fundo das águas, para onde atrai os jovens com quem deseja casar. Outros mitos aquáticos povoam a cabeça dos caboclos brasileiros, principalmente dos que vivem na região da Amazônia: a cobra-grande, a cobra d'água e a boiúna.

A Iara é uma bonita moça que vive na água. Assim contam os índios. Dizem que ela é tão linda, que ninguém resiste ao seu encanto. Costuma cantar com uma voz tão doce que atrai a gente. Quando se percebe é tarde. Ela arrasta a gente para o fundo das águas. Os índios têm tanto medo da Iara, que ao entardecer evitam ficar perto dos lagos e dos rios. Receiam ser atraídos por ela. Como aconteceu com Jaguarari.

Jaguarari era um moço índio muito forte e bonito. Todos admiravam-lhe a coragem, a habilidade para caçar e pescar e gostavam muito dele. Vivia feliz, sempre cantando, sem conhecer sequer uma sombra de tristeza.

Gostava de andar pela floresta, ouvir o canto das aves, admirar a natureza, que naquelas matas era sempre imponente e bela.

Um dia, num desses passeios, afastou-se demais de sua aldeia. Como já era de tardezinha, e ele se sentia um pouco cansado, sentou-se à beira do rio e ficou admirando sua superfície calma e cristalina como um vidro. Não durou muito e ouviu um canto que o deixou maravilhado. Era o canto mais lindo que jamais ouvira. E como era irresistível! Caminhou, quase sem perceber, na direção de onde vinha a mágica melodia. De repente, no meio do rio, surgiu a Iara, radiosa e linda como ninguém. Sempre atraído, já estava quase dentro da água, quando lembrou-se do que os mais velhos contavam sobre a Iara e agarrou-se desesperadamente ao tronco de uma árvore. Como era muito forte, Jaguarari conseguiu resistir. Imediatamente, afastou-se daquele lugar e voltou para sua aldeia.

Pobre Jaguarari! Tinha ouvido o canto da Iara e agora estava enfeitiçado. De nada adiantaram os conselhos de sua mãe e dos mais velhos, de que devia esquecer a Iara. Foi ficando cada dia mais triste e pensativo. Não conseguia esquecer-se do canto da Iara, de sua voz maravilhosa. Precisava ouvi-la de novo.

Dias depois, não resistindo mais, pegou sua canoa e remou rio abaixo, rumo ao lugar onde vira a Iara. Sabia que ia encontrá-la novamente.

E assim foi. Lá distante, quem olhasse, via Jaguarari de pé na canoa em companhia de uma moça. Era a Iara. Foi a última vez que alguém viu Jaguarari.



De mokala a 25 de Junho de 2009 às 09:48
Obrigada JJ que belíssima lenda.Sabes, tudo isto é fascinante.


De Diego a 21 de Novembro de 2012 às 01:46
Oi, mãe d'água também é sinonimo de água viva, mas só no sul do Brazil . Abraços. Porto Alegre, RS .


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