Domingo, 16 de Maio de 2010

Caminhos...caminhos...

Netia

 

CAMINHOS...CAMINHOS...

 

autor: Jenário de Fátima

 

Caminhos que se foram e vieram
Caminhos em que andei, andarilhei,
Caminhos que por certo ainda me esperam
E por certo caminhos que ainda irei.

Sei bem! Estes caminhos muitos eram
Apenas uns atalhos e desviei,
Porém estes desvios só me deram
A certeza de que pouco ainda andei.

Andar preciso mais é o que sinto,
Mesmo que haja escarpas e ladeiras
E mesmo em intrigantes labirintos.

Talvez, andando assim, eu veja indício
(Por mais que tenha a vista nevoeira)
De quando é uma reta, ou precipício.


publicado por mokala às 01:37
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Mais..."pés descalços que falam por si

O Inácio que nos levou até sua casa no mato - Nacaroa

 

 

pés descalços que falam por si


Sejam pés brancos, amarelos ou negros
São sempre pés dignos de sua caminhada!
Dos pés bem calçados aos descalços
Deviam ser pés bem tratados,
Muito bem conservados.
Pés descalços que falam por si!
Fazem realçar em plástico moldado,
Por atilhos, tiras entre dedos
Bem se livram de enredos
Caminhando o dia inteiro
Por serem pés iluminados!
Livres! Pés de mensageiro!
Com sua imagem de pobreza
Vingam outros em riqueza!
Fortes e fracos mas, são afirmados!
Ainda hoje co-habitam entre nós
Pés descalços que falam por si!

 

Pinhal

 

 


publicado por mokala às 01:28
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Pé descalço ...

 

Meu pé descalço em jeito de despedida

da Praia das Chocas e de Moçambique

 

 

 

 

Descalço-me de ti, amiga,
caminho descalça pela areia da praia,
e curiosamente o mundo não acabou...
não se fechou dentro do meu peito.
Descalça continuo a caminhar,
ouvindo o rumorejar das ondas
que me lembram os lamentos da alma.
Descalço-me, de ti... amiga,
com a mesma simplicidade com que me calcei
de searas e flores, quando te quis falar
de rios e mares, quando te quis abraçar
de risos e cumplicidades,
quando te quis conhecer!
A amizade é intemporal, eterna...
tem a grandeza do universo e a pequenez
dos corações que não a entendem.
Que a desperdiçam.
Não perdi nada... porque nunca tive nada,
que viesse desse longínquo oceano
onde muitas vezes flutuo, e mergulho
numa limpidez de criança eterna.
Até sempre, amiga, até sempre!
As nuvens podem obscurecer o horizonte,
mas mesmo assim... as gaivotas
não deixarão de voar,
de descansar SÓS, nos rochedos,
em contemplações de águia altiva.

Vóny Ferreira

 


publicado por mokala às 01:17
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