Quarta-feira, 17 de Março de 2010

Minha cidade e linda feiticeira

Minha cidade

 

Uma cerca sofrida perde no tempo alguns balaústres
e o telhado coberto de bolor, suas cores,
e num profundo silêncio, com jeitinho de um “sim” de amor,
uma rosa mostra o brilho de um sorriso perdido nas rugas do tempo!

E essas casas, que dizem de gerações imortais
encarnadas em profundo sinais de um outrora
sobreviventes em nossa saudade
ainda me olham!

O transitório e o efêmero
Perdem lugar para o eterno
E o espírito caminha por todas as ruas

Por todas as casas...
Por todas as lembranças...
Por todas as secretas saudades!

 

de Ulysses no Luso Poemas

 

 

A Rua das Flores(?) Quase que não vi nenhuma flor por aqui...

 

e... o meu espírito caminha sempre por todas as ruas, por todas as casas e por todas as secretas saudades...e vá lá compreender-se isto!!!!

 

 

 

 

sinto-me:

publicado por mokala às 01:35
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Segunda-feira, 8 de Março de 2010

Hoje é dia Internacional da Mulher

Hoje é dia Internacional da Mulher

Não posso esquecer as mulheres de Moçambique

Aquelas Mulheres que eu encontrei tantos anos depois e quase na mesma....a mesma vida, o mesmo cansaço...o mesmo sentir...

Deixo-lhes a minha vénia.

Mulher africana
Eduardo Bettencourt Pinto

 
 

Abres as persianas, olhas a rua. Do outro lado
está uma mulher negra, as mãos molhadas
sobre o avental. Está descalça. A pele do rosto
rebrilha, é uma agitação de penumbra
refrescando com a brisa.
Há um fragor algures no seu mundo.
Vê-se-lhe nos olhos. São dois lagos crispados
onde refulge a luz forte da manhã; diáfanos,
bebem as canções solares dos pássaros.
Que dizer de uma mulher pobre,
lavando o cansaço dos outros num tanque de cimento?
Sempre a viste ali, mesmo agora,
trinta e tal anos depois.
Pensas nas suas mãos com espuma do sabão,
o suor de vidro a cair-lhe do rosto,
o quintal afogado na crispação das árvores,
(algumas figueiras e dois mamoeiros solitários),
e no tanque, onde ela curvava a sua vida exasperada,
dia após dia, enrugando a água suja entre os dedos
numa quietação de rio adormecido
no seu próprio silêncio.
 


publicado por mokala às 10:13
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