Terça-feira, 13 de Novembro de 2012

Othawene timpuanhia apajera wamuetelo (Provérbio Macua)- Lá no horizonte encontra-se um novo começo.



Faz hoje 4 anos que embarquei para Moçambique naquela viagem que me marcou para sempre.Não podia deixar passar este momento sem dirigir umas palavrinhas a todos os amigos e amigas Macuas que me acompanharam nessa viagem e a todos os Macuas por isso deixo este provérbio Macua e esta foto que retrata o que sinto.

Othawene timpuanhia apajera wamuetelo (Provérbio Macua)- Lá no horizonte encontra-se um novo começo.

Escolhi esta foto para este provérbio macua (ou o provérbio para a foto?) para vos dizer que sempre encontramos um novo começo, mesmo sabendo que não se pode voltar atrás.
Lá no horizonte começaremos de novo.
O fim só existe para quem não consegue entender o recomeço, portanto, vamos em frente!!!!e boa semana amigas e amigos!


publicado por mokala às 01:00
link do post | comentar | favorito
|
Quarta-feira, 4 de Julho de 2012

O que tenho de mar

 

Mar na Baía do Lumbo

 

O que tenho de mar
(Gerson F. Filho)


O que tenho de mar?
Está presente
Neste olhar vago
Inserido profundamente
Nestes desejos
No tesouro
Guardado no colo da sereia
E na fantasia que permeia
Este coração salgado
Oscilante nestas ondas
Entre a saudade e o regozijo
Pois da saudade teus olhos falam
E no prazer esta imensidão me toma...

 

sinto-me:

publicado por mokala às 19:53
link do post | comentar | favorito
|
Domingo, 13 de Maio de 2012

Que Mar é este.

 

 
Que mar é este


Que mar é este, que mar
Que me ondula a razão
Faz o meu corpo vibrar
E palpitar o coração

Que mar é este, docinho
Que me deixa a navegar
Nas ondas do teu corpinho
E no sal do teu olhar

Que me chega a entristecer
Em dias que te não vejo
Que me deixa toda a arder
De loucura e de desejo

Que na alma me escreve
Com a pena da ternura
Em mim semeia ao de leve
Sementes de diabrura

Que me faz sentir sereia
Mesmo sem água nem espuma
Que nem conhece a bruma
Nem beija a lua cheia

Que mar é este, que agora
Não mais me deixa dormir
Me faz navegar borda fora
Até ao romper d'aurora
Nas ondas do teu sentir

rosa - branca

http://www.luso-poemas.net/

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


publicado por mokala às 18:47
link do post | comentar | favorito
|
Quarta-feira, 18 de Abril de 2012

Maria sem vergonha - A minha flor

 

A minha flor

 

 

Fui encontrá-la de novo na Carrusca e já nem me lembrava do nome dela...

 

Foi esta flor os encantos da menina que roía as unhas.As suas pétalas serviam para por uma em cada unha roída.

Assim  ficavam grandes e "pintadas" de rosa choque.

 

Sabia que esta planta era aproveitada para fazer chás que curavam certas doenças.

Ver aqui
 http://pt.wikipedia.org/wiki/Catharanthus_roseus

 

Afinal a minha flor era também uma Maria sem vergonha talvez porque gosta da luz direta do Sol e do calor.

 

Aqui está ela a Maria sem vergonha ou Catharanthus roseus.A vinca de Madagáscar ou vinca de gato.

 

 

 

 

 Catharanthus roseus

 

 
 
 
Sou entre flor e nuvem,
estrela e mar. Por que
havemos de ser unicamente
humanos, limitados em chorar?
Não encontro caminhos fáceis
de andar. Meu rosto vário
desorienta as firmes pedras
que não sabem de água e de ar.

Cecília Meireles

 


publicado por mokala às 01:40
link do post | comentar | favorito
|
Terça-feira, 17 de Abril de 2012

Até amanhã

 
Até Amanhã

Sei agora como nasceu a alegria,
como nasce o vento entre barcos de papel,
como nasce a água ou o amor
quando a juventude não é uma lágrima.

É primeiro só um rumor de espuma
à roda do corpo que desperta,
sílaba espessa, beijo acumulado,
amanhecer de pássaros no sangue.

É subitamente um grito,
um grito apertado nos dentes,
galope de cavalos num horizonte
onde o mar é diurno e sem palavras.

Falei de tudo quanto amei.
De coisas que te dou
para que tu as ames comigo:
a juventude, o vento e as areias.

Eugénio de Andrade, in "Até Amanhã
sinto-me:

publicado por mokala às 23:08
link do post | comentar | favorito
|
Segunda-feira, 9 de Abril de 2012

Ó minha Ilha de Moçambique

 
Ó Oriente surgido do mar
Ó minha Ilha de Moçambique
Perfume solto no oceano
Como se fosse em pleno ar




Alberto de Lacerda

publicado por mokala às 22:03
link do post | comentar | favorito
|
Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2012

Nacala

 

NACALA

Ali, que Deus gigante e luminoso
salpicou de estrelas a baía?
Ali, onde buscava o meu repouso,
no mar bebendo o sonho e a fantasia!

Dos cantos ao luar, do sol radioso,
do bruhaha do cais, da maresia,
guardo no peito amargo e desditoso
esta minha sofrida nostalgia.

Vindas de lendas antigas e singelas,
nas nuvens, nos vapores, transmudadas
eu via rutilantes caravelas.

Que eu sabia de moiras encantadas
e sabia o segredo das estrelas
nas águas da baía semeadas.

 

Abdul Cadre


publicado por mokala às 16:43
link do post | comentar | favorito
|

Cheiro de mato

 
Que cheirinho bom!!!!
 
Cheiro de mato


Cheiro de mato
Ar puro
Límpido

Lugar aquele
Aquele que faz a alma sair do corpo
Aquele que faz sorrir como criança
Aquele que faz saudar a natureza
Aquele que faz sonhar infinidades
Aquele que faz ser, somente ser cheiro de mato

Dalila Veiga

publicado por mokala às 01:22
link do post | comentar | favorito
|
Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2012

Na terra vermelha da minha infância

Monapo
 
Na terra vermelha 
da minha infância
encontro as ruínas
do casarão,
o pilão deitado
e o moedor de café
corroído, em pé.
Encontro a seringueira
de multibraços
emborrachados,
abraçando a pequenez
do mundo...

Na terra vermelha
da minha infância
olho enternecido
para a velha paineira
ainda imponente,
soltando nas asas do vento
réstias de painas,
nuvens para o céu.

Na terra vermelha
da minha infância
sento no galho mais alto
do pé de manga...
E ainda sinto
o cheiro do banho,
do sabão de pitanga
escorrendo pelo corpo
da mocinha,
vindo da janela
da miragem ao lado.

Na terra vermelha
da minha infância
planto para sempre
meus pensamentos,
o que complicam
como reflexão...
Planto minha saudade!
E colho de dentro de mim
em qualquer momento
hora ou tempo,
o único alimento
que me mantém vivo...

Edilson José in Luso Poemas

publicado por mokala às 01:19
link do post | comentar | favorito
|
Quinta-feira, 20 de Outubro de 2011

mar que eu encontro de encontro a mim

Praia das Chocas . Nampula - Moçambique

 

 

 

 

mar que eu encontro de encontro a mim

 


és o mar que encontro de encontro a mim...

corpo de mar selvagem que cheira a jasmim...

volúvel e solto como a alma em meu ser...

prisioneiro do meu viver...

mar de magia do canto da noite...

mar dos teus olhos, dos meus sonhos a fonte...

mar dos meus sonhos, quimera e cetim...

mar que eu encontro de encontro a mim

 

csantos
Luso Poemas

 

Praia das Chocas - Nampula - Moçambique


publicado por mokala às 22:41
link do post | comentar | favorito
|

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Novembro 2012

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
14
15
16
17

18
19
20
21
22
23
24

25
26
27
28
29
30


.posts recentes

. Othawene timpuanhia apaje...

. O que tenho de mar

. Que Mar é este.

. Maria sem vergonha - A mi...

. Até amanhã

. Ó minha Ilha de Moçambiqu...

. Nacala

. Cheiro de mato

. Na terra vermelha da min...

. mar que eu encontro de en...

.arquivos

. Novembro 2012

. Julho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Fevereiro 2012

. Outubro 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Setembro 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

.as nossas fotos - Obrigada à Paulinha e à Dalila minhas companheiras de viagem que me autorizaram a usar aqui as fotos delas.BJKS

.links

blogs SAPO

.subscrever feeds